Do Spectrum ao Speculum
La Jetée de Chris Marker e a montagem contrafactual
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v27i1.28300Palavras-chave:
fantasma, imagem, instante, memória, montagemResumo
Este ensaio busca mostrar que La Jetée, de Chris Marker, não é um filme de imagens estáticas, mas de imagens projetadas, cuja realização é uma montagem que o próprio filme descreve. La Jetée é a projeção de um momento singular em que o personagem principal já viu sua própria morte. A partir daí, desenvolverei duas noções. Por um lado, a imagem fantasma, ou o espectro, como lugar de observação que permite ver sem ser visto. Essa imagem não é vista, mas ela nos vê, nos observa, nos espia. Por outro lado, o tempo contrafactual, um tempo possível ou paralelo, no intervalo dos instantes presentes, que nunca esteve presente como tal, mas que cada momento contém virtualmente ou de forma fantasmal.
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