O neoextrativismo algorítmico

o desenvolvimento de IA no Brasil como otimização da produção de commodities

Autores

  • Kenzo Soares Seto Yale Law School

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28650

Palavras-chave:

Neoextrativismo Algorítmico, Inteligência Artificial, Brasil, Colonialismo Digital, Neoextrativismo Latino-Americano

Resumo

O desenvolvimento doméstico da inteligência artificial (IA) em países periféricos relaciona-se com sua especialização primário-exportadora. O artigo examina o caso brasileiro e propõe o conceito de neoextrativismo algorítmico para designar a articulação entre desenvolvimento local de IA e sua orientação para otimizar a produção de commodities. Diferentemente da literatura sobre colonialismo digital, que enfatiza empresas do Norte Global, analisa-se a finalidade dos maiores supercomputadores do Hemisfério Sul dedicados à IA — pertencentes à Petrobras. A partir da teoria do neoextrativismo latino-americano, demonstra-se que a capacidade doméstica de inovar em IA não garante diversificação produtiva: condicionada pelo consenso das commodities, a inovação tecnológica pode intensificar e prolongar a especialização primário-exportadora em vez de superá-la.

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Publicado

22-08-2026

Como Citar

Soares Seto, K. (2026). O neoextrativismo algorítmico: o desenvolvimento de IA no Brasil como otimização da produção de commodities . Revista Eco-Pós, 29(1), 178–200. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28650