Arquiteturas de Dados e as Ontologias da Profundidade
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28714Palavras-chave:
infraestruturas de dados, extrativismo, quipus, armazenamento de dados, conhecimento indígena, memória digital, luto pelos dadosResumo
Este ensaio examina como as infraestruturas de dados reproduzem lógicas coloniais. Analisa os entrelaçamentos entre centros de dados, observatórios astronômicos e a extração de lítio no Chile, argumentando que essas iniciativas se apoiam em ontologias extrativistas da profundidade. Ao recorrer à história dos quipus — dispositivos de registro pré-colombianos incas que já não podem ser decifrados —, o ensaio propõe compreensões alternativas da memória e questiona o imperativo da acumulação incessante de dados, sugerindo outras formas de imaginar futuros digitais.
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Copyright (c) 2026 Marina Otero Verzier

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